sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ainda em San Pedro de Atacama...

     ...e cá ficaremos até Domingo pela manhã quando iniciaremos nossa jornada de volta ao Brasil. Postarei algumas fotos para que, caso alguém não conheça, seja possível ter uma idéia do que é a cidade tanto de dia quanto à noite. Espero que gostem, eu adorei ! A pavimentação das ruas é na maioria feita de pedras sobre terra, em alguns locais como praças e pontos históricos já é melhor  acabada cobrindo a terra. O clima é bastante estável, o ar muito seco dificultando a respiração, o frio predomina. Segundo a dona do hotel aqui não chove, ela se lembra de Fevereiro deste ano quando choveu um pouco após 6 anos. Acontece também uma curiosidade, pode-se perceber em uma ou duas fotos tiradas na periferia da cidade que daqui se vê os cumes gelados dos Andes e apesar de não terem chuva, no inverno podem observar a neve ao longe lá em cima. Esta cidade, não me lembro se já comentei, se encontra a 2800 m de altitude.




















     Este é o interior de um restaurante que gostamos e tenho ido a ele fazer minhas refeições.


     Por fim, apenas para ilustrar, mostro agora  algumas imagens do hotel onde estamos hospedados. Caso interesse a alguém, fica na Rua Tocopilla, 331, San Pedro de Atacama - Chile.




quinta-feira, 14 de abril de 2011

Trajeto de Pumamarca até São Pedro de Atacama

     Para hoje tenho as imagens da ida a S.Pedro de Atacama. Que viagem ! O frio quase nos matou no alto da cordilheira dos Andes, com o sol a pino, 5ºC. Imagine de moto, a sensação térmica andando a 80 Km/h era de -10ºC, o vento constante e forte em alguns trechos tenta sempre nos tirar da pista. Bom, havia neve à beira da estrada. Entretando a paisagem é tão deslumbrante quanto árida. As primeiras fotos são do hotel em Pumamarca, depois os "Salares" que são verdadeiros lagos de sal o qual é extraido e preparado para o uso. A abundância é tanta que até uma casa de sal foi construida no local. Em seguida algumas imagens já no alto da cordilheira e por fim a neve....brrrrr...que frio ! kkk E não poderia deixar de comentar ao que para nós é o prêmio máximo numa aventura destas: nossa passagem pela divisa da Argentina conquistando o Chile.
























     Apenas para concluir essa postagem quero fazer um comentário muito pertinente. A cordilheira é um lugar muito inóspito para nós habitantes de localidades mais baixas e acostumados com os confortos e os recursos de uma cidade grande. Quem quiser ir, vá, mas vá preparado, como se diz popularmente o negócio é muito PUNK ! E é, mas que ao final traz uma lição: nunca desprezar a vida, lá você se dá conta de como ela é importante, você tem momentos só seus, de você com você mesmo clamando pelo fim do calvário, mas ao mesmo tempo se admirando com o que vê. Como duas coisas tão diferentes podem coexistir e ocupar um espaço tão grande? O inóspito e o belo lá convivem como irmãos, como dois amantes que não se separam nunca. Foi isso que eu senti, pedi por minha vida enquanto me encantava com aquele absurdo, gelado, sem ar, mas lindo.

De Joaquim Gonsalez à Pumamarca

     É isso, ontem, 12 de abril, não conseguimos postar mas aqui está o relato da nossa aventura.

     Digo aventura porque de fato foi, o asfalto nesse trecho está ruim ao extremo, o perigo de acidentes é real e bem grande exigindo o máximo de atenção dos motoristas. Até o momento é o pior trecho da viagem, tanto que sequer fotos temos pois não conseguimos faze-las. Constatamos que a cidade de Joaquim Gonsalez é bastante simples e com dificuldades administrativas pois a aparência é de abandono, ruas sujas e pavimentação precária, sem manutenção. As estradas da região parecem ser administradas pela mesma pessoa pois o estado é deplorável para uma região com cerração e de tanto movimento. Ao entrarmos na região de Pumamarca a coisa melhora bem. Esta cidade mantém as técnicas de construção antigas provavelmente para atrair o turismo, mas com boa infraestrutura. As ruas não usam pavimentação, apenas pedras sobre terra. No trajeto até Pumamarca está Jujuy, local que se chega por uma pista de mão dupla mas que se destaca por ser muito estreita. Em Pumamarca já temos a nossa subida da cordilheira iniciada, se encontra a 2190 m de altitude.

     Vejam agora as fotos que mostram algumas imagens da nossa viagem nesse trecho. A caminho de JuJuy passamos por pontes sobre rios aparentemente secos, com apenas um fio de água provavelmente porque são alimentados pelo degelo da neve no alto da cordilheira após o inverno. O terreno da cordilheira é semelhante a esses rios, ou seja, apenas pedras ( cascalho ou seja lá qual for o nome disso...rsrs). Além disso, também estão abaixo fotos das paradas para abastecimento e almoço, pequenas manutenções e etc.